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Pequenas Empresas Grandes Negocios - 2021-10-09

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ALIMENTAÇÃO

DESTAQUES

RAQUEL BOCATO HAUS OF RECORDS TEXTO ILUSTRAÇÃO

A rápida adoção do delivery foi a primeira reação das redes de alimentação ao fechamento provocado pela pandemia. Aliado à entrega, um conjunto de iniciativas permitiu que a perda no faturamento do setor em 2020 não ultrapassasse os 15,5%, índice nominal medido pela Associação Brasileira de Franchising. Cadastro em apps de entregas, criação de aplicativos próprios e modificações para possibilitar o consumo fora do ponto de venda – como o “grab and go”, de pegar e levar, e o “take away”, de preparação para viagem – foram adaptações-chave. “A facilidade logística e a proximidade da casa dos clientes passaram a ser mais relevantes que uma praça de alimentação tradicional de shopping”, afirma Renato Claro, sócio da Kick Off Consultores. O cenário pediu também cardápios mais enxutos e novas embalagens, com o produto entregue no delivery igual ou bastante semelhante ao que é servido no salão, segundo Júlio Camargo, sócio-diretor da Galunion Consultoria. A qualidade da experiência durante toda a jornada é importante para garantir a relevância na escolha do consumidor. Esse rearranjo abriu caminho para “dark kitchens” ou cozinhas fantasmas. Marcas dividem espaço na preparação de pratos para viagem, mantendo cada uma sua identidade, o que amplia a área de atuação ao mesmo tempo em que permite a divisão de custos. Para Camargo, o consumo fora do local continuará evoluindo no fim da pandemia. Com o novo coronavírus sob controle, ele acredita que deva haver uma retomada do food service: “Alimentar-se e relacionar-se estão na base da existência humana”. FIQUE DE OLHO Quem quer investir no setor precisa ter em vista que haverá uma fase de transição até que a confiança do consumidor seja totalmente restaurada e que haja acomodação de uma nova dinâmica corporativa. “Como ainda não se tem certeza do que será o novo normal dos escritórios – trabalho presencial, remoto ou híbrido –, fica a dúvida sobre o dimensionamento das operações para se adequar à nova demanda”, diz Claro.

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