Publication:

Pequenas Empresas Grandes Negocios - 2021-10-09

Data:

ENSINO de IDIOMAS

CULTURA E LAZER

TEXTO RAQUEL BOCATO ILUSTRAÇÃO HAUS OF RECORDS

Escolas de idiomas estavam um passo à frente na digitalização em relação a diversos setores, quando a pandemia chegou e obrigou todas elas a fecharem as portas provisoriamente. A migração de classes presenciais para as aulas à distância foi rápida. Mas com ela vieram também questões que precisavam de resposta para a sobrevivência das unidades. A primeira foi como transformar o ambiente digital, que até então era uma ferramenta de apoio, em protagonista do ensino. O diretor de operações da consultoria Inova Franquias, Tarso Cruz, diz que o desafio foi grande, mas o resultado se mostrou positivo. As marcas tiveram de adequar a metodologia e a comunicação com pais e alunos, além de buscar o engajamento dos estudantes. Para Lucien Newton, fundador da consultoria Loja de Franquia, as redes conseguiram encontrar modelos híbridos, de maior interação, com aulas ao vivo e menos gravações. Portais e material didático interativos, bem como aplicativos, atendimento intensivo e flexibilidade de horário colaboraram para reter o interesse dos alunos. O diretor da Inova Franquias diz que houve também uma mudança no papel do professor, que se tornou um mentor para conduzir o aprendizado da melhor forma possível. O protagonismo no processo de educação está cada vez mais na mão dos alunos. E a captação de clientes? “Teve rede fazendo aulasteste online para aqueles que tinham receio de não se adaptar ao modelo. Com elas, foi possível quebrar paradigmas e aumentar o número de alunos, além de reverter a perda [do início da pandemia]”, diz Cruz. FIQUE DE OLHO “O principal desafio para os próximos meses será encontrar o formato ideal desse modelo híbrido, que combina on e offline, em que as pessoas possam interagir como antes nas escolas, com o contato físico, presencial, mas, ao mesmo tempo, valorizar o ensino online, a aula digital”, afirma o fundador da Loja de Franquia. Para ele, o aprendizado presencial voltará a ter um peso relevante para as escolas de idiomas.

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