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Pequenas Empresas Grandes Negocios - 2021-10-09

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NOVOS VENTOS

CARTA AO LEITOR

CLAUDIA ROLLI HAUS OF RECORDS TEXTO ILUSTRAÇÃO

Se 2020 foi um ano de desafios e incertezas, com a crise causada pelo coronavírus, 2021 mostra ser o de retomada do crescimento e recuperação dos negócios. O avanço da vacinação, a transformação digital e a volta de atividades de varejo e empresas deram fôlego ao franchising, após o faturamento recuar 10,5% em 2020 e chegar a R$ 167,19 bilhões, nível próximo ao de 2017. Foi a primeira vez que o desempenho financeiro das redes ficou abaixo da inflação (4,52%, pelo IPCA), um reflexo das restrições impostas ao funcionamento do comércio por quase um terço do ano, dependendo da região. Entre abril e junho, o faturamento despencou até 40% sobre 2019. No 2º trimestre de 2021, o vento mudou. O setor reagiu e faturou 48,4% sobre igual período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Comparado a 2019, no prépandemia, já que a base de 2020 é mais fraca, o resultado foi de −4,6% no 2º trimestre de 2021. Apesar do número negativo, a desaceleração no ritmo de queda é comemorada. “O franchising permite ao empreendedor trabalhar em rede, em um ambiente colaborativo, adotar soluções inovadoras e identificar tendências, novos formatos, além de criar canais próprios de vendas e de conectar suas marcas a marketplaces”, diz André Friedheim, presidente da ABF. “A forma como redes e franqueados reagiram à crise, para manter empregos e lojas abertas, foi e é fundamental para a retomada dos negócios e abre perspectivas positivas para 2021.” Segmentos como casa e construção e saúde e bem-estar, beneficiados ou por serem considerados essenciais durante o isolamento social ou pelo trabalho remoto, cresceram na pandemia e continuam em expansão. E os demais já ganham força. O consumo reage, a confiança do consumidor melhora e a demanda reprimida impulsiona as vendas, na avaliação do economista Claudio Felisoni, presidente do Ibevar, instituto que reúne executivos de varejo. Sinais disso foram vistos nos indicadores de vendas das redes em datas comemorativas. Medidas como a redução de até 70% dos salários e o pagamento do auxílio emergencial (em 2020 com valor superior ao de 2021) impulsionaram o franchising em diferentes regiões, o que explica o faturamento das franquias ter menor retração no Norte (−3,9%) e no Nordeste (−6,8%). No Sudeste, caiu 14,5% – acima do patamar do país (10,5%). “Nas duas regiões com menores quedas, seis em cada dez famílias receberam, em média, R$ 880 de auxílio emergencial, o que sustentou o consumo”, diz Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

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