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Pequenas Empresas Grandes Negocios - 2021-10-09

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RETOMADA INCLUI NOVOS ESPAÇOS EM SHOPPINGS E FORTALECIMENTO DO VAREJO FÍSICO

NOVOS VENTOS

A mudança de hábitos do consumidor, o fim das restrições e o comportamento de autoindulgência devem impulsionar o franchising, que projeta crescer 8% em 2021, segundo a ABF. A previsão supera a expectativa de aumento do PIB – ao redor de 5%, pelo Boletim Focus, do Banco Central – e do varejo, de 6%, segundo consultores. A tendência é que um sistema híbrido ganhe força, com vendas presenciais e digitais, avalia Maurício Morgado, coordenador do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGVcev). “Multicanais de vendas e atendimento, como delivery e WhatsApp, e novas formas de pagamento online vão continuar em expansão. Mas o físico se mantém. Shoppings podem rever seu papel – o mix de lojas funcionar como ponto de retirada e exposição de marcas. Mas se engana quem pensa que espaços assim vão acabar”, afirma Morgado. Prova disso é que, apesar do crescimento do e-commerce, há um movimento de abertura de espaços. A associação de shoppings prevê sete novos centros no país até dezembro de 2021, além de dois shoppings lançados no 1º semestre. Só a rede BrMalls anunciou a inauguração de 240 lojas até dezembro. Ainda há pontos de atenção, porém, que podem afetar a economia, como incertezas políticas, crise hídrica e de energia, inflação crescente e efeitos de variantes do coronavírus, com possíveis ondas de isolamento, destaca o economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados. Mas a previsão é de recuperação dos setores de serviços e varejo: “O sentimento de compensação aquece as vendas de itens que já são incluídos na cesta de consumo, como artigos de luxo, e não só os essenciais”.

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