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Pequenas Empresas Grandes Negocios - 2021-10-09

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LOJAS SEGUEM CLIENTE ATÉ CIDADES PEQUENAS, PRAIAS E INTERIOR

NOVOS VENTOS

Com o desafio de atender digitalmente o consumidor, as redes identificaram novos bolsões de consumo em cidades menores, antes não atendidas por elas. “Assim como dark kitchens ganharam espaço na alimentação, surgiram dark stores, sem atendimento presencial, com marcas que usam um espaço físico como um hub de logística para chegar a certas regiões”, afirma André Friedheim, presidente da ABF. De um lado, ganha o cliente, com prazos de entrega menores e melhor atendimento. Do outro, o empreendedor, que barateia o custo do frete, com esses “minicentros” de distribuição. Em 2020, as redes ampliaram a presença de suas marcas de forma mais expressiva nas regiões Norte (7,7%) e Centro-Oeste (6,8%). A lógica da expansão mudou. Se antes o critério era ter lojas em cidades com 100 mil a 150 mil habitantes, as redes passaram a olhar onde está o consumidor – na praia, no interior ou em pequenos municípios. O franchising está presente em cerca de 50% dos municípios, o que mostra seu potencial para crescer. “O fortalecimento das cidades menores já é uma realidade e mostrou que podemos elevar a qualidade de vida morando no interior sem sacrificar a profissão. Isto vem chamando a atenção das redes, pois é uma oportunidade de expansão, tirando o peso da concentração, até de concorrentes”, diz Maurício Hiromi Matsumoto, consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Movimentos como a interiorização também permitiram maior abertura de lojas. Depois de o número de unidades cair 2,6% em 2020 sobre 2019, com 4.160 fechadas, o franchising encerrou o 2º trimestre de 2021 com saldo positivo de 2,2% (resultado entre lojas abertas e fechadas). O total de marcas sofreu retração de 8,6% e passou de 2.918 em 2019 para 2.668 em 2020. O número médio de unidades por marca foi de 55,2 para 58,8, uma alta tida como sinal de amadurecimento do franchising. “A crise selecionou quem fica e quem deixa de existir, o que tende a fortalecer algumas franqueadoras. Em algum momento, vão aproveitar a oportunidade de incorporar outras. Esse movimento permite que o modelo fique mais forte e seguro para quem quer investir, gerar renda, realizar um sonho e pertencer a uma comunidade”, diz Matsumoto.

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