CICLO SUSTENTÁVEL

Marca de absorventes aposta no uso de bioplástico e algodão orgânico para conquistar clientes preocupadas com o meio ambiente

TEXTO CARINA BRITO

2021-12-02T08:00:00.0000000Z

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Infoglobo Conumicacao e Participacoes S.A.

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FRONT ENDECONEGÓCIO

As amigas Luri Minami, 35 anos, e Erika Tomihama, 33 anos, conheceram-se há uma década, enquanto trabalhavam na mesma empresa. Logo encontraram outro fator em comum: a vontade de ter o próprio negócio. O assunto ganhou mais forma em 2020, depois que Minami comentou que havia voltado a usar absorventes externos e estava se sentindo desconfortável com eles. Curiosa, Tomihama pesquisou sobre a composição do produto e se deparou com materiais como plástico e aditivos químicos. Com a ideia de criar uma opção diferente e mais sustentável, as duas decidiram estudar o mercado. “Compramos diversos absorventes para testá-los e analisá-los cuidadosamente”, conta Tomihama. Perceberam que não havia produtos como o que elas desejavam oferecer e decidiram apostar no nicho. Neste ano, com um investimento de R$ 400 mil, lançaram a amai. A startup desenvolveu uma linha de absorventes feitos com algodão orgânico e bioplástico. Segundo as sócias, o material é feito à base de amido de milho e se degrada em até seis meses. Ele é utilizado tanto nos absorventes como nas suas embalagens. As caixas de envio do produto são feitas de papel reciclado, e o adesivo que fecha o pacote, de cola vegetal. “Pensamos muito em trazer matérias-primas naturais e transparência para as clientes, então avisamos sempre nas redes sociais e na caixa o que o produto contém”, diz Minami. O público-alvo da amai é formado por mulheres que querem a praticidade do absorvente externo, mas se preocupam com o impacto ambiental e com a própria saúde. “Muitas não se adaptam ao coletor ou à calcinha menstrual, então queremos dar mais uma opção”, diz Tomihama. As vendas começaram em outubro de 2021, exclusivamente pelo e-commerce da marca. Segundo as sócias, 1% da receita obtida será doado a projetos que combatem a pobreza menstrual. Com sede em São Paulo (SP), a startup também fechou uma parceria com a EuReciclo, empresa de logística reversa que promove a reciclagem de embalagens após o consumo. A expectativa das duas é faturar R$ 2 milhões em 12 meses de operação. Uma das estratégias, dizem, será conversar sempre com as clientes para saber de quais produtos elas sentem falta. “A marca sempre será pautada no que já fazemos: matérias-primas naturais e gentileza com o meio ambiente e a sociedade”, diz Minami.

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