Criatividade brasileira vencendo o jogo

Apostando em eventos fora do Brasil, estúdio paulista conquista espaço no competitivo mercado global de games com experiências em realidade virtual e aumentada

2021-12-02T08:00:00.0000000Z

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Infoglobo Conumicacao e Participacoes S.A.

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FRONT END GASTRONOMIA

Arealidade aumentada está se inserindo cada vez mais na estratégia de negócios de diferentes setores. Bancos, incorporadoras e varejistas são exemplos disso. De acordo com o último relatório da Grand View Research, divulgado em março, esse mercado deve atingir globalmente US$ 69,60 bilhões até 2028. Mas é no setor de games que esse recurso avança com velocidade, e já com destaque brasileiro. Em operação desde 2014, a Arvore Immersive Experiences, de São Paulo, é uma das pioneiras na produção de conteúdo de realidade aumentada para o universo de jogos e projetos narrativos. No currículo, o estúdio, dedicado à exploração de linguagens e de tecnologia, já conta com o prêmio de Melhor Experiência Interativa do Festival de Veneza e um Emmy na categoria Inovação Notável em Programação Interativa. Hoje, 99% do consumo das produções da Arvore vem do mercado internacional. Seus jogos baseados em realidade mista e aumentada virtual são comprados em plataformas digitais por gamers de diferentes países. Os negócios no exterior foram acelerados com uma participação em eventos fora do Brasil. Por meio do programa Brazil Games, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ApexBrasil, em parceria com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), os executivos da Arvore conseguiram ter visibilidade, mapear melhor as oportunidades, formar uma rede de relacionamento e consolidar contatos ao longo dos anos. “A ApexBrasil foi muito importante na internacionalização da Arvore, graças às oportunidades construídas na Brazil Games”, reconhece Rodrigo Mandarino Terra, cofundador da Arvore. A empresa paulista conta com escritório em Los Angeles (EUA) e representações na Europa. Entre as produções, a franquia Pixel Ripped, com dois jogos, foi um dos primeiros cases de sucesso de jogos VR brasileiros. “A Arvore já nasceu com a necessidade de internacionalização por causa do mercado em que atua, que é global. Somos uma empresa global e queremos colocar o pensamento brasileiro em histórias e jogos universais”, conta Rodrigo Mandarino Terra. Com a pandemia, o cofundador da Arvore viu o mercado global de games com realidade aumentada crescer, com usuários desenvolvendo gostos específicos à medida que o mercado amadurece. Agora, os planos são retomar com mais força a inserção internacional e seguir no desenvolvimento de novos produtos.

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