PRAIA DE PAULISTA

2021-12-02T08:00:00.0000000Z

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As areias entraram na vida do empresário Jorge Bauab, 63 anos, por recomendação médica. Depois de uma lesão na perna jogando basquete, ele foi fazer fisioterapia e praticar beach tênis, modalidade que mistura vôlei de praia, tênis e badminton e tem caído nas graças dos amantes de esporte. Como já alugava quadras de basquete para jogadores veteranos, arrendadas do Nacional Atlético Clube, na Água Branca (bairro de São Paulo), viu a oportunidade de ampliar o negócio, reformando duas quadras de tênis abandonadas e as adequando para a prática de beach tênis. Com um investimento inicial de R$ 800 mil, o local se transformou. Além de sete novas quadras, o CT Arena Nacional tem bar, loja de equipamentos esportivos e área de convivência. O atleta santista Marcus Ferreira, um dos maiores nomes do beach tênis mundial, tem parceria de 10% no negócio. O empreendimento foi inaugurado oficialmente em 1º de março de 2020, pouquíssimo tempo antes de a pandemia começar. Mas, mesmo com a crise do coronavírus, a procura deu um salto: as sete quadras iniciais viraram 11, sendo sete fixas de beach tênis, duas de futevôlei e duas de vôlei de praia – as quatro últimas são “flex” e se transformam em beach tênis de acordo com a demanda. “Ficamos abertos 18 dias, e veio a pandemia. Como estamos dentro do clube, tive de fechar por cinco meses, mas renegociei contratos, e não demitimos”, diz Bauab, que também é dono de uma agência de viagens de turismo esportivo. O retorno foi gradual, com a flexibilização das restrições. O movimento passou de 2 mil para 10 mil pessoas, em média, por mês, com o funcionamento estendido, das 7h até 0h. “Houve uma migração forte para esportes praticados ao ar livre, sem contato físico, e na areia”, diz. Em outra área do clube, arrendada na sequência pelo empresário, estão sendo feitas mais sete quadras ao redor de um ambiente que simula uma praia, com ampla faixa de areia, guarda-sóis, lounge, quiosque e piscina. Para essa fase, com inauguração prevista para o início de 2022, são outros R$ 2 milhões investidos. “Serão ao todo 18 quadras, e agora quem for jogar vai poder passar o dia na praia”, brinca. A ideia também é promover torneios nacionais e internacionais. Além da locação, é possível acessar o local no sistema de “day use” ou com um pacote de 30 dias. Bauab também está construindo mais 15 quadras em Tamboré, na Grande SP, com um aporte de R$ 3,5 milhões, em parceria com três sócios e um grupo de investidores. Para o empreendedor, o beach tênis veio para ficar, mas deve passar por um movimento de afunilamento, semelhante ao que ocorreu com academias e crossfit. A estimativa é de que sejam abertas duas quadras por dia no país, diz Bauab, que integra a BT BR, entidade criada recentemente para representar o segmento.

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