Viajar é preciso

2022-05-05T07:00:00.0000000Z

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Infoglobo Conumicacao e Participacoes S.A.

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DATA BASE - DECOLAGEM AUTORIZADA

Em 2020, a agência de viagens Travel Hunter, sediada em São Paulo, encolheu 40%. Também, pudera: até 2019, 80% dos roteiros desenhados pela companhia eram para destinos internacionais, que ficaram inacessíveis por meses. “A quantidade de cancelamentos e de pedidos de reembolsos foi enorme”, lembra a paulistana Fernanda Helou, 37 anos, uma das duas sócias do negócio – a segunda é Tuca Ratto, 38 anos, também da capital paulista. Somando o resultado de 2020 com o de 2021, no entanto, a agência da dupla cresceu exatos 40% em relação a 2019. Em outras palavras, reverteu totalmente o prejuízo acumulado no início da pandemia. A explicação é a retomada do turismo internacional, impulsionada pela demanda reprimida, e a alta dos destinos brasileiros, que correspondem, atualmente, a 60% das viagens organizadas pela Travel Hunter. “Antes da pandemia, eram poucos os destinos nacionais que faziam sucesso entre os nossos clientes, como Fernando de Noronha e as praias mais badaladas do Nordeste”, diz Helou, que não revela quanto a agência fatura. “Hoje também há uma grande procura pelo Pantanal, pela Amazônia e por outras regiões do tipo, nos quais o chamado turismo de isolamento aumentou”, analisa ela. A empreendedora também credita o crescimento da empresa às exigências relacionadas à covid-19 que os países impõem a quem vem de fora. “Os protocolos mudam toda hora”, observa. “Isso tem levado mais gente a recorrer a agências antes de embarcar para o exterior, pois elas dão mais segurança.” A Travel Hunter nasceu em 2015, e só prestava consultoria para turistas interessados em roteiros personalizados. Converteu-se em operadora dois anos depois, sempre com foco nos viajantes mais abastados. Ultimamente, a agência tem notado uma nova tendência relacionada ao turismo internacional: a maior procura por programas fora do óbvio. “Em vez de um hotel luxuoso em Dubai ou de um jantar com estrela Michelin, os clientes têm dado preferência a experiências no deserto, por exemplo”, diz. “Parecem estar em busca de memórias mais duradouras.”

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