EXPERIÊNCIA DE FORA DA FAMÍLIA

2022-05-05T07:00:00.0000000Z

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Infoglobo Conumicacao e Participacoes S.A.

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DATA BASE - OS NOVOS NEGÓCIOS FAMILIARES

A instituição de conselhos em empresas familiares contribui para que a tomada de decisão ocorra de forma mais ágil e respeite os interesses de todas as gerações. Antes tomar essa decisão, a família – e em especial quem está à frente da gestão – tem de avaliar qual o melhor modelo. Fatores como porte do negócio e situação financeira precisam ser levados em conta. O conselho de administração, no qual ocorrem discussões sobre o direcionamento estratégico, investimentos e valorização do patrimônio, deve contar com profissionais do mercado. Nesse tipo de conselho, todos são remunerados e têm responsabilidade legal sobre as decisões. “Para pequenas e médias empresas é algo fora de questão, porque é muito caro mantê-lo”, diz Cris Bianchi, do IBGC. “Nesses casos é melhor ter um conselho consultivo, em que os membros aconselham o controlador, não têm poder de voto nem respondem pelas decisões tomadas pelo órgão. Por isso recebem uma remuneração mais baixa.” O ideal é que os participantes tenham conhecimentos e experiências complementares às dos sócios. Já a criação de um conselho de família é mais simples. Funciona como um fórum em que os familiares são mantidos informados, resolvem seus conflitos e avaliam o futuro. Empresas mais maduras e com um número maior de familiares no negócio ou que enfrentam muitos conflitos internos encontram na profissionalização uma solução. Em boa parte dos casos, os membros da família se afastam do dia a dia do negócio, confiam a gestão a profissionais do mercado e concentram as discussões nos conselhos de administração e familiar. Em outros, o representante da família que demonstrou seus méritos permanece no comando, mas passa a ter ao seu lado executivos do mercado e responde sobre suas decisões junto ao conselho. “Profissionalizar a empresa significa usar métodos e sistemas, com princípios de governança, para que o negócio seja mais eficiente”, diz Dalton Sardenberg, da Fundação Dom Cabral. “Ela pode ter ou não um familiar na liderança, o que depende de você ter ou não sócios preparados.” Quanto menos a empresa for calcada no fundador ou no familiar que está na gestão há muito anos, mais preparada ela está para ser longeva.

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