ARMAZÉM INTELIGENTE

Inspirado nas necessidades da própria franquia, empreendedor abriu startup de logística especializada em atender redes de alimentação

TEXTO PAULO GRATÃO

2022-07-28T07:00:00.0000000Z

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FRONT END | LOGÍSTICA

Rodrigo Pitombo, 31 anos, trabalhou na empresa de logística da família por oito anos. Em 2017, decidiu voar solo com uma franquia de alimentação. Ao visitar a fábrica da franqueadora, porém, percebeu uma série de gargalos. O maior problema, segundo o empreendedor, era a falta de capacidade para gerir a cadeia de suprimentos e abastecer os franqueados de maneira eficiente. Ele então teve uma ideia: criar um serviço logístico, com um armazém inteligente, que entregasse os itens da marca para as franquias. Em 2018, em sociedade com a amiga Carolinne Couto, 34 anos, ele abriu a KPL Supply Solution. A ideia era tirar o braço de supply chain da alçada dos franqueadores, para que eles pudessem se concentrar em outras pontas importantes do negócio. “O principal vetor é a padronização das lojas. Isso garante que a marca não será prejudicada por um franqueado que compre produtos não homologados”, afirma. Na prática, a KPL é responsável por buscar os itens nos fornecedores autorizados pela marca e distribuí-los para cada franqueado. Segundo Pitombo, a centralização pode reduzir os custos logísticos em até 10% para a rede. Depois dos primeiros investimentos, de cerca de R$ 500 mil, Pitombo se propôs a remodelar a área logística da marca da qual era franqueado, mas não obteve uma resposta positiva. “Já tínhamos investido no armazém, falado sobre a ideia no mercado e investido em branding. Nisso, um amigo nos indicou nosso primeiro cliente”, diz, referindo-se ao grupo Impettus, dono da rede Espetto Carioca. Com foco em redes de alimentação, a logtech faturou R$ 980 mil no seu primeiro ano de operação, chegando a R$ 7 milhões no segundo. Porém, em 2020, com a pandemia e os impactos sobre o mercado de food service, o faturamento foi reduzido a quase zero. Para reverter esse quadro, eles criaram o programa KPL em Casa, que atende pessoas físicas por meio do delivery – uma espécie de “last mile” de e-commerces. Com a reabertura dos restaurantes, a empresa conseguiu recuperar o faturamento e aplicar alguns dos aprendizados que teve com o atendimento individualizado na sua operação voltada às empresas. Cada cliente da KPL hoje conta com um site personalizado para acompanhar o fluxo de compras e entregas. O próximo passo é oferecer uma plataforma de marketplace, com produtos que vão de alimentos perecíveis a materiais de limpeza. “Antes, só grandes redes, como McDonald’s e Bob’s, tinham essa centralização de pedidos. Os pequenos dependiam de fornecedores e compras do próprio franqueado. Queremos mudar isso”, diz Pitombo. Em 2021, 17 redes, que representam mais de 400 franquias, foram atendidas pela startup. O faturamento foi de R$ 46 milhões, e a expectativa é triplicar o número em 2022. A KPL hoje tem centros de distribuição em São Paulo e no Rio de Janeiro, e planeja abrir outros dois, no Sul e no Centro-Oeste, até o final do ano.

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