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A Arklok, fundada por Andrea Rivetti, fatura R$ 105 milhões alugando notebooks para empresas e cresceu 60% durante a pandemia

POR PAULO GRATÃO

2022-07-28T07:00:00.0000000Z

2022-07-28T07:00:00.0000000Z

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A única certeza que Andrea Rivetti, 37 anos, tinha ao terminar a faculdade de Direito, no final dos anos 2000, era de que não seria advogada. “Eu não queria trabalhar com aquilo. Venho de uma família de empreendedores e sempre quis ter o meu negócio próprio”, conta. Já naquela época, ela era ligada em tecnologia e queria ter uma empresa na área. Resolveu visitar feiras de negócios do setor, para ter ideias, e o que percebeu foi que a oferta de produtos tecnológicos no mercado já não era suficiente. O insight para o negócio veio ao analisar as empresas da família. Ela via que a compra de equipamentos, em muitos casos, se tornava uma dor de cabeça e um desperdício de dinheiro. Rivetti diz que havia companhias que alugavam computadores, mas poucas ofereciam serviços de manutenção das máquinas. A empreendedora, então, se debruçou sobre cursos de montagem e reparos de micros, ao mesmo tempo em que pesquisava mais sobre o mercado de interesse. Assim nasceu a Arklok, especializada na locação de equipamentos de tecnologia, como computadores, escâneres e, mais recentemente, smartphones. Rivetti investiu cerca de R$ 30 mil para iniciar o negócio e analisava criteriosamente cada gasto. “Eu pensava que cada R$ 1 investido no galpão [usado como escritório e depósito] significava deixar de comprar computadores. Fomos crescendo de forma muito conservadora. Com isso, conseguimos ganhar escala.” De acordo com ela, o desafio no início era convencer os empresários sobre a possibilidade de alugar equipamentos. “Brasileiro é muito patrimonialista, o processo de convencimento era muito mais difícil.” Rivetti levava planilhas financeiras às apresentações para mostrar que o aluguel combinado ao serviço (combo conhecido como full outsourcing) saía mais em conta do que comprar os equipamentos e, futuramente, precisar repará-los. Com o tempo, ela foi conquistando contas de clientes como Samsung e Localiza, o que ajudou na construção da carteira. Rivetti também atribui o crescimento da empresa à adesão do brasileiro a serviços de tecnologia, com uma mentalidade mais “uberizada”. Para complementar o mix, recentemente, ela fechou uma parceria com uma empresa que loca mobiliário para lojas e escritórios, a Telelok. “Na pandemia, já passamos a entregar um modelo de ‘home office as a service’”, conta. A crise sanitária, aliás, foi um período de muito trabalho para a empreendedora. Apesar de o crescimento anual se manter na base dos 60%, ela conseguiu aumentar sua carteira de pequenas e médias empresas – hoje corresponde a 32% –, que eram mais resistentes à adesão. No ano passado, a Arklok atingiu um faturamento de R$ 105 milhões. Para este ano, a estimativa é alcançar os R$ 250 milhões.

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