NA BASE DA CONFIANÇA

2022-07-28T07:00:00.0000000Z

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Infoglobo Conumicacao e Participacoes S.A.

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DATA BASE | FRANQUEADO 2.0

A empreendedora Sabrina Yonezawa, 34 anos, queria muito se dedicar a uma atividade que fosse além da rotina de mãe de Sophia, 11, e Heloísa, 7, e de dona de casa. Também desejava poder fazer algo com o marido, Márcio Rogério Yonezawa, 46, que atuava como motorista executivo e tinha uma rotina que limitava o convívio com a família. Ao pesquisar exaustivamente o mercado de franquias, decidiu pela Honest Market, minimercado que funciona 100% por meio de autoatendimento – o cliente tem acesso aos produtos, escolhe, pega, paga e leva – tudo sem a supervisão de ninguém, baseado unicamente na confiança e na honestidade. É conveniente não apenas para quem se beneficia desse serviço, como para o dono do negócio, que não precisa ficar in loco nem necessita de muitos funcionários. No caso dos Yonezawas, eles mesmos fazem a gestão do estoque e do fluxo de caixa, responsabilidade de Sabrina, e da reposição, função que o casal executa junto diariamente. “Posso administrar as coisas de casa, reabastecer as lojas enquanto minhas filhas estão na escola e ficar com elas à tarde”, diz a empreendedora. O negócio começou em outubro do ano passado. Eles abriram uma unidade no prédio onde moram, em São Bernardo do Campo (SP) – o condomínio de duas torres abriga 400 apartamentos, o que garante, segundo Sabrina, um bom fluxo de pessoas. A experiência foi tão positiva que, além dessa loja, eles têm mais seis, sendo outra em São Bernardo e cinco em São Paulo, todas em condomínios residenciais. “Acredito que o segmento nos favoreceu porque, com mais gente em casa por causa das restrições, um minimercado de fácil acesso resolve a vida de muita gente”, diz Sabrina. O plano do casal agora é alavancar as lojas, que faturam, em média, R$ 45 mil por mês, investindo em equipamentos para oferecer mais produtos. “Não dá para ter manteiga, iogurte e sobremesas congeladas com um só tipo de geladeira, por exemplo”, explica. Diversificar o portfólio, eles dizem, é uma boa estratégia para trazer mais vendas. A ideia é “ser necessário”. A própria Sabrina vive se beneficiando da comodidade: “Outro dia, as meninas queriam comer macarrão com calabresa e molho branco e não tinha creme de leite em casa. Corri na loja e salvei nosso almoço”.

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