TUDO EM CASA

2022-07-28T07:00:00.0000000Z

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Infoglobo Conumicacao e Participacoes S.A.

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DATA BASE | FRANQUEADO 2.0

“Era fevereiro de 2020. Montei meu escritório em um prédio no centro da cidade para atender os clientes. Um mês depois, veio a pandemia. O condomínio permitiu que eu continuasse usando a sala, já que ninguém iria até lá mesmo. Mas fiquei muito assustada.” Essa é a história do início do empreendimento de Marta Spielmann, 26 anos, franqueada da Azul Empréstimo, de Cuiabá (MT). Como tantos, ela foi surpreendida pela pandemia, em um momento delicado – o começo do negócio próprio, quando tinha empenhado toda a verba de que dispunha, cerca de R$ 15 mil, só com o custo da franquia. Enfrentar essa situação não foi o único desafio. Spielmann tinha um emprego com registro em carteira, vinha da área de vendas de consórcio e tinha resolvido trabalhar no ramo de empréstimos pessoais consignados para variar. Mais: foi da cidade de Tangará, no interior do estado, para a capital, para ajudar a cuidar do pai, que estava doente. Ou seja, pediu demissão, mudou de domicílio e de segmento e se comprometeu com aluguel. Como muitos brasileiros, porém, resistiu. Ficou seis meses no prédio, enquanto fazia caixa e, com os novos ganhos, reformou a parte da frente da sua casa para, enfim, montar seu home office. Literalmente. “Investi R$ 15 mil para transformar uma área da minha residência em escritório e foi a melhor decisão que poderia ter tomado”, afirma Spielmann. Para a empreendedora, trabalhar nesse modelo de negócio é bastante vantajoso. “O home office é prático, dá para economizar com aluguel, transporte e outros custos, como energia, água e alimentação”, resume. Com essa economia e muito trabalho, conseguiu se estabelecer e virar o jogo. Nesses dois anos, formou uma boa carteira e atingiu faturamento médio mensal de R$ 25 mil, com duas funcionárias. “Não tenho medo de aprender nem de trabalhar. Se percebo que estamos em uma fase do mês e ainda não batemos a meta, turbino o marketing digital, vou para a rua, faço panfletagem, pego o telefone e corro atrás de fechar negócios. O sucesso depende de mim. Se eu bobear, não ganho”, diz. Outra vantagem de ter uma microfranquia, de acordo com Spielmann, é a autonomia e a flexibilidade para trabalhar. “Quando faço esse esforço, dá tudo certo e os clientes vêm, posso diminuir o ritmo e ficar em casa – na outra parte do imóvel! – só colhendo os frutos do trabalho árduo”, comemora.

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