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Após sucesso nas telinhas, Dilma Souza Campos empreendeu e hoje é head de ESG da Nossa Praia

TEXTO CARINA BRITO

Atriz, bailarina, dentista, empreendedora. Aos 51 anos, Dilma Souza Campos carrega uma série de experiências profissionais. Nos anos 1990, ganhou destaque como uma das Patativas, os passarinhos que identificavam sons de instrumentos musicais no programa infantil Castelo Rá-Tim-Bum ,da TV Cultura. Depois, recebeu uma bolsa para estudar odontologia e se formou, mas não quis trabalhar na área.

Longe das telinhas, ela fundou e hoje é head de ESG da Nossa Praia, uma startup que regenera ecossistemas sociais, econômicos e ambientais. Com a ajuda de IA (inteligência artificial), a ESG Tech coleta dados e analisa a maturidade das empresas, incluindo fornecedores e parceiros. A partir daí, propõe ações para mitigar problemas e fazer avançar nessa pauta.

Assim como ela, o negócio passou por transformações. Surgiu em 2013 como Outra Praia, uma agência de marketing especializada em fazer experiências de marcas em eventos. Mas sofreu um duro golpe em 2020, com a pandemia de covid-19. “Muitos contratos caíram e tivemos uma grande crise. Nosso trabalho era reunir pessoas, e isso não podia mais ser feito”, lembra.

A empreendedora apostou, então, em eventos digitais. Mas não foram suficientes para fechar as contas: teve de demitir nove das 12 pessoas da equipe. Campos conta que pensou em alternativas para manter o negócio funcionando – e percebeu que teria de repensar o conceito. Decidiu perguntar quais eram os diferenciais que os clientes enxergavam na empresa.

O feedback deles, que consideravam a Nossa Praia forte em aspectos ESG, ao fazer eventos carbono zero com diversidade e inclusão, a fez optar pelo rebranding. Logo depois, a empreendedora foi procurada pela empresa B&Partners.co, uma aceleradora de marcas com 17 negócios e atuação em oito países, criada pelo publicitário Bazinho Ferraz, que tinha interesse em comprar a agência justamente por seu aspecto social e sustentável.

A aquisição foi realizada em outubro de 2022, por um valor não revelado. Em abril deste ano, anunciou-se a mudança para ESG Tech. Otimista com o potencial do mercado de sustentabilidade, Campos espera conseguir alcançar, em breve, faturamento anual acima de R$ 4,8 milhões, transformando-se em uma empresa de médio porte.

SUMÁRIO

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2023-11-03T07:00:00.0000000Z

2023-11-03T07:00:00.0000000Z

https://revistapegn.pressreader.com/article/281590950268143

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